Na cidade de Coimbra, sede da Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel e do Bailiado das Beiras, nos próximos dias 2 a 4 de Setembro, irá decorrer a homenagem ao 51º Grão Mestre da Ordem dos Templários , Dom Fernando Pinto Fontes pelos seus 50 anos à frente da Ordem.
Transcreve-se o o editorial do Caderno Templário nº 16 para se ter uma pequena ideia sobre a actividade deste responsável máximo da Ordem:
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EDITORIAL
Ao evocar Jacques de Molay, sua obra e seus méritos, é inevitável transportar o pensamento para a Ordem nos dias de hoje e consubstanciar na figura do actual Grão Mestre a difícil tarefa, na complexidades dos tempos que decorrem, de dar continuidade, na prática, aos velhos/novos ideais da Ordem do Templo.
No passado dia 19 de Fevereiro o nosso Grão Mestre Dom Fernando Pinto Fontes celebrou 50 anos como responsável máximo da Ordem do Templo. O que foram estes longos anos, as canseiras, as longas noites perdidas na busca de soluções, de consensos, por vezes tão difíceis de serem alcançados, os artigos de jornais e revistas, reportagens mediáticas, viagens de serviço à Ordem, são prova da actividade deste Grão Mestre. Lembram-se algumas das suas palavras retiradas da sua habitual mensagem presente nas colectâneas, estas no seu número XV – 1 – MCMXCII, página XV-13, 19 de Fevereiro de 1992, e que com o devido respeito se transcrevem:
“ …assinala-se a data de mais um ANIVERSÁRIO – 32 ANOS – na função máxima da Ordem, período longo e somente ultrapassado pelos nossos antepassados: 1574-1615 - G. M. nº 37 - HENRY DE MONTORENCY - 41 anos;1615- 1651 - G. M. nº 38 - CHARLES DE VALOIS - 36 anos; 1741-1776 - G. M . nº 44 - LOUIS FRANÇOIS DE BOURBON, PRINCE DE CONTY - 35 anos.”
No presente ano comemora-se o 50º aniversário do actual Grão-Mestre! E, reportando-nos mais uma vez ao artigo da referida publicação, eram estas as suas palavras:
“…dá ensejo a uma meditação global da nossa actuação, neste honroso e inigualável cargo, de verificar quanto me tem sido difícil, quantas alegrias, como desgostos pelo conhecimento de vários fracassos em diligências que tanto teriam sido úteis para a Ordem, como o comportamento de alguns membros por vezes exercendo funções elevadas. Como a morte de leais Templários que sempre defenderam a Ordem em locais e circunstâncias adversas nos faz contudo considerar que a Ordem mesmo seguindo em posição modesta e aquém da sua real
projecção, tem assegurado a sua continuidade pelos diversos mecanismos legais que têm sido efectuados. “
É com regozijo que comemoramos estes cinquenta anos e as conquistas que, desde as sábias palavras proferidas, foram entretanto conseguidas.
Parabéns Grâo-Mestre!
NON NOBIS DOMINE NON NOBIS SED NOMINI TUO DA GLORIAM
A ORDEM DO TEMPLO – Um pouco da sua história recente
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Dom António Campello de Sousa Fontes |
Dom Fernando Campelo de Sousa Fontes |
O período de clandestinidade termina com a proclamação dos Estatutos de 1705 pelo monarca francês Luís Filipe de Orleães. Daqui para diante a Ordem já não tem necessidade de viver na clandestinidade.
Hoje a nossa Ordem encontra-se forte e estável, podendo verificar-se a sua presença nos inúmeros priorados, comendadorias e bailiados que se estendem pelos cinco continentes. Constitui uma força espiritual e intelectual em todos os países onde se encontra presente.
Quando Adolfo Hitler, na Segunda Grande Guerra Mundial, ocupou a Bélgica, Joseph Émille Vandenberg (49 º Grão Mestre) transferiu os Arquivos da Ordem para um país neutro – Portugal -, entregando-os ao Conde Dom António Campello Pinto Pereira de Sousa de Fontes , na altura Grão Prior de Portugal, com direito ao uso e posse de todos os privilégios inerentes ao cargo de Regente e Guardião da Ordem .
Por morte de Émille Vandenberg, Dom António Pinto de Fontes assenta o Grão Mestrado em Portugal, na cidade do Porto (50º Grão Mestre).
Em 1960, por morte de Dom António Pinto de Sousa Fontes, a ORDEM passa a ter em Dom Fernando Campelo Pinto Pereira de Sousa Fontes, à data Grão Prior de Portugal, o seu Grão Mestre e defensor dos mais altos valores morais e espirituais que sempre pertenceram à Ordem.
Dom Fernando Pinto de Fontes, por direito próprio, é o 51º Grão Mestre da Ordem.
LONGA VIDA AO NOSSO GRÃO MESTRE, GUARDIÃO E PRÍNCIPE REGENTE DA O. S. M. T. H.
FRANCISCO JOSÉ FERREIRA DIAS (CORONEL)
Nasceu em 21 de Junho de 1933 em Oledo – Idanha-a-Nova. Casou com D.- Maria de Lourdes Salvado Dias.
Tirou o Curso de Infantaria da Escola do Exército e o Curso de Promoção a Oficial Superior do Instituto de Altos Estudos Militares. Realizou estágios de Contra Insurreição, de Acção Psicológica e de Informações. Teve 15 louvores, nomeadamente um do CEMGFA e de outros oficiais generais. Foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra, Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, Medalhas de Mérito Militar, Medalha de Prata de Comportamento Exemplar e Medalhas Comemorativas das Campanhas no Ultramar. Para além das funções no Exercito, foi Comandante Distrital da PSP de Castelo Branco, da PSP de Portalegre e Comandante da Escola de Alistados da PSP. Em Angola comandou várias Companhias Operacionais e foi colocado no QG/RMA e igualmente em Nampula/ Moçambique. Posteriormente foi Comandante do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado sediado em Tomar e Comandante Operacional da Guarda Fiscal. Presentemente encontra-se aposentado do Exército
Em 16 de Julho de 1979, é admitido na OSMTH como Cavaleiro, tendo-lhe sido atribuído o n.º: 1837 - 078 0008;
Em 10 de Março de 1984, já como COMENDADOR, é designado BAILIO da BEIRA BAIXA. Posteriormente, é-lhe atribuído o grau de GRÃ CRUZ. Dado o seu elevado empenho na Ordem e no Grão Priorado de Portugal, é designado, embora por pouco tempo devido a motivos profissionais, como IV GRÃO PRIOR DE PORTUGAL .
Sua Alteza o Grão Mestre e Príncipe Regente da Ordem distinguiu - o com a Medalha de Mérito Templário.
AS TEMPLÁRIAS – SUA EXISTÊNCIA
Está confirmado ter havido em França, ao longo de certo período, diversos Mosteiros de Freiras Templárias. Devemos salientar que isto ocorria na Idade Média, pelo que se pode concluir, não se tratar de guerreiras, mas sim e unicamente de monjas. Sabemos ter existido um mosteiro em “ La Combe-aux-Nonnains”, na Borgonha, dependendo da Comendadoria de Épailly, assim como há notícia referente à existência de Irmãs Templárias em Lyon, Ther, Metz e Arville.
Contrariando a preconceituosa sociedade medieval, os Cavaleiros Templários não deixaram de pôr em prática algo que sempre os animou, o espírito de abertura e de tolerância, ao ponto de aceitarem ao seu serviço todos aqueles que, comungando o espírito templário, não podiam ou não desejavam fazer votos monásticos pelo que chegaram até a ter ao ser serviço muitos muçulmanos, tanto na Europa como na Terra Santa, sem quaisquer preconceitos.
A História comprova a aceitação de senhoras na Ordem, que assim tiveram acesso a uma vida consagrada pela via iniciática, ao mesmo tempo que colaboravam na logística como elementos de retaguarda.
Devemos adiantar que, em Tomar, há conhecimento de terem havido Templárias – já na recuada era de 1271 –, como escreve Frei Bernardo da Costa: – “uma Senhora fidalga, devota das Irmãs Templárias, lhes tenha feito doação das suas casas que tinha dentro da cerca do Castelo de Tomar, para que as tivessem para sempre “.
Ainda a mesma fonte nos dá conhecimento de que “ com a data de 1290, há registo de uma importante doação de D. Mécia Peres, fidalga ilustríssima, que foi mulher do Cavaleiro Templário D. Estevão Pires Espinal, Comendador de Santarém. De notar que D. Mécia Peres era freira Templária, em Santa Maria do Castelo, dentro dos muros de Tomar“.
Após o drama de Jacques de Molay, houve na Europa a vivência Templária na clandestinidade, ou sob outras denominações, desde o 24º Grão Mestre Frei Jean-Mac Larménius até ao 41º Grão Mestre Dom Frei Filipe de Orleães. Com este Grão Mestre opera-se o “renascimento Templário” e surgem os actuais Estatutos pelos quais a Ordem se vem regendo, conjuntamente com a Regra de São Bernardo, a Carta de Transmissão emitida pelo 24º Grão Mestre em 13 de Fevereiro de 1328 e, subscrita pelos Grãos Mestres seus sucessores, e ainda os Decretos Magistrais devidamente compilados e actualizados pelos Estatutos. A Ordem vê o seu maior desenvolvimento nos séculos XIX e XX e já no presente em que vivemos, ao mesmo tempo que elementos do sexo feminino continuam a ser admitidos, desempenhando elevados cargos.
Conclui-se que as senhoras, como irmãs Templárias, têm já uma tradição que se pode remontar aos primeiros tempos após a fundação da Ordem.
QUEM FOI ?
DOM ANTÓNIO CAMPELLO PINTO DE SOUSA FONTES
50 º Grão Mestre Universal da Ordem do Templo
António Campello Pinto de Sousa Fontes era o filho mais velho de Augusto César Ferreira de Sousa Fontes e de Maria Carolina Ribeiro dos Santos. Nasceu em Gaia a 13 de Agosto de 1887, vindo a falecer a 15 de Fevereiro de 1960.
Era neto de António Augusto de Sousa Fontes (licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra) e de Clara Cardoso da Cunha.
Casou em primeiras núpcias com Laura Moreira e, depois de enviuvar, com Amélia Pereira de Almeida.
Viria a ser o 50º Grão Mestre Universal da Ordem do Templo, nos anos de 1942 a 1960.
Seu pai foi o Senhor da Casa dos Moinhos Novos, e igualmente o Senhor da Casa de Bastos em Crespos (Braga) e do Tanque da Veiga no mesmo concelho.
António Campello de Sousa Fontes seguiu a carreira do pai, escrivão de Fazenda, herdando também o gosto pela investigação genealógica.
Dedicou-se ao teatro, e, com sua mãe e seus irmãos, fez parte de um grupo de teatro amador em Braga **.
De sua mãe herdou igualmente o gosto das artes plásticas, deixando grande número de quadros, que ainda hoje se podem ver na vivenda “ Vila Formosa “ de Ermesinde e na residência de seu filho, na Rua Gonçalo Cristóvão, no Porto.
Fernando Campelo Pinto Pereira de Sousa Fontes, seu filho do segundo casamento, é o actual 51º Grão Mestre da Ordem.
SUMÁRIO
SUMÁRIO
SUMÁRIO
SUMÁRIO
Data: 2 a 5 de Setembro de 2010
Local: Coimbra
Quando o Vaticano começa a mostrar alguma abertura e vontade em analisar a questão da suspensão da Ordem do Templo, procurando de certo modo repor a verdade e fazer justiça;
Quando, em 2010, um dos mais carismáticos Grão Mestres da Ordem do Templo faz 50 anos à sua frente, dando continuidade a uma das mais antigas e prestigiadas ordens que a humanidade conheceu;
Quando esse mesmo Grão Mestre, com uma política e uma análise perfeitas dos problemas presentes e também dos que nestes 50 longos anos teve de enfrentar, tem sempre apresentado soluções e caminhos a seguir, permitindo que a Ordem tenha hoje atingido a força, o respeito, e a admiração de todos;
A Comendadoria de Coimbra Rainha Santa Isabel tem a honra de assumir a responsabilidade de, em nome de todas as Comendadorias do Grão Priorado de Portugal, promover ao Homem, ao Chefe, ao sempre amigo, ao Conde Dom Fernando Pinto Fontes, LIº Grão Mestre e Príncipe Regente da Ordem Soberana e Militar do Templo de Jerusalém, uma homenagem de forma a assinalar condignamente os seus cinquenta anos à frente da Ordem.
Acresce que, necessitando a Ordem, como todos ao anos vem acontecendo em vários países, de reuniões para ao seu mais alto nível serem analisadas questões e debatidas soluções, vai também realizar-se uma reunião internacional, a pedido de SAE Dom Fernando Pinto Fontes, Grão Mestre da Ordem que, numa análise arguta da época que atravessamos, pretende dar início, na mesma data, a um Convento Geral da ORDEM.
E, porque entendemos, igualmente, que a base do sucesso da Ordem em cada país depende essencialmente do trabalho desenvolvido pelas Comendadorias e Bailiados, irá realizar-se, na mesma data, uma reunião internacional de Comendadorias e Bailiados.
Tal como tem sido norma, cada Grão Prior ou Prior deve apresentar, com antecedência, as questões julgadas oportunas a incluir na ordem de trabalhos das referidas reuniões.
Será também ocasião para sabermos correctamente quantos somos em cada país, quais as relações que temos com a sociedade civil, militar e religiosa. Por isso, tomamos a liberdade de propor estes itens a Vossas Excelências, no tema - A situação da Ordem em cada um dos países.
Haverá, então, as seguintes reuniões:
Sala A
CAPITULO INTERNACIONAL-CONVENTO GERAL DA ORDEM
Presidida por SAE Dom Fernando Pinto Fontes, Grão Mrestre.
Aberto somente a Grão Priores, Priores, Vice-Grão Priorfes , Visitadores e Legados Magistrais.
Temas a serem tratados:
- Temos propostos pelos participantes
- A situação da Ordem em cada um dos países;
- E, ainda, conforme Convocatória de SAE Grão Mestre
Sala B
Reunião Internacional das Comendadorias e Bailiados
Presidida pelo Comendador mais antigo que se tenha inscrito.
Aberto a Comendadores, Bailios e restantes membros da Ordem.
Temas, entre outros:
- A Comendadoria como base orgânica e de desenvolvimento da Ordem perante os desafios que se apresentam;
- A acção dos Comendadores e Bailios;
- As relações com as Igrejas locais
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